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CEMAR e ANEEL são bombardeadas em audiência pública

A audiência pública aconteceu nesta quarta feira (28), na Assembleia Legislativa e tratou sobre o aumento, já programado, nas tarifas de energia elétrica.

O encontro contou com a participação de deputados estaduais, vereadores de São Luís, membros do ministério público, representantes da sociedade civil, diretorias da CEMAR e ANEEL, e outras autoridades.

O diretor da ANEEL, André Pepitone, falou por mais de uma hora sobre o processo de fornecimento de energia elétrica no país. Pepitonne acrescentou em sua fala informações sobre investimentos e métodos de cálculos necessários para se obter o percentual proposto de reajuste. Diante do cansaço ocasionado pela demora no pronunciamento do representante da ANATEL, os participantes chegaram a reclamar. O deputado Birado Pindaré chegou a interromper e pedir objetividade.

O Presidente do PROCON, Duarte Júnior, não perdoou. Duarte foi incisivo ao rebater o Presidente da ANEEL, quando afirmou que o reajuste é inoportuno em tempos de crise.

Os debates ficaram mais aquecidos quando o público teve a oportunidade de se pronunciar. Para muitos, a arrecadação da CEMAR no estado é absurda e a qualidade na prestação de serviços é incompatível com os ganhos da empresa.

O deputado Bira do Pindaré chegou a dizer que a privatização da CEMAR pode ter sido um erro, e que os altos lucros obtidos pela fornecedora não justificam o aumento nas tarifas. 

O funcionário da CAEMA, Marcos Silva, foi taxativo ao dizer que o aumento é inadmissível, e que a CEMAR não dialoga nem com seu principal cliente, a CAEMA. Marcos Silva disse ainda que uma única audiência pública é insuficiente para discutir assunto de tamanha importância.

O vereador de São Luís, Francisco Chaguinhas, os deputados Wellington do Curso, Eduardo Braide e Adriano Sarney também se pronunciaram contra o aumento.

Tanto a CEMAR, quanto a ANEEL, foram bombardeadas com perguntas e afirmações sobre o aumento das tarifas de energia no estado. Uma outra audiência deverá acontecer para discutir o assunto e os órgão fiscalizadores deverão avaliar os números propostos.